TRIOSPHERE — “OCEANS ABOVE, STARS BELOW”: 12 ANOS DE ESPERA QUE VALERAM A PENA!
A banda de PROGRESSIVE POWER METAL dos NORUEGUESES chamada TRIOSPHERE com a faixa THROUGH THE PHANTOM WALL, que faz parte do quarto e mais novo álbum de estúdio da banda, “OCEANS ABOVE, STARS BELOW”, lançado no último dia 28 de agosto.
E depois de ouvir o disco, a primeira impressão é praticamente inevitável: a espera valeu a pena!
“OCEANS ABOVE, STARS BELOW” marca o retorno do TRIOSPHERE aos álbuns de estúdio depois de nada menos que 12 anos, desde o lançamento de “THE HEART OF THE MATTER”, em 2014. E talvez justamente por isso o disco tenha aquela sensação de trabalho feito sem pressa, com atenção aos detalhes e sem a preocupação de simplesmente seguir tendências.
A banda ocupa um espaço bastante interessante dentro do METAL. O som do TRIOSPHERE parece construir uma ponte entre a força melódica de bandas como HEART e a complexidade do SYMPHONY X, enquanto algumas influências do NEVERMORE também aparecem aqui e ali.
Mas existe uma comparação que me veio imediatamente à cabeça durante a audição: o TRIOSPHERE de “OCEANS ABOVE, STARS BELOW” me remete ao ANGRA da fase com FABIO LIONE nos vocais.
Agora imagine se o ANGRA tivesse uma vocalista que, além de cantar, também assumisse o baixo.
Pois é… essa pessoa tem nome: IDA HAUKLAND.
E aqui faço questão de destacar: IDA HAUKLAND é um verdadeiro ícone do POWER METAL, mas, na minha opinião, ainda é uma artista injustamente subestimada. Sua presença no TRIOSPHERE é fundamental para a identidade da banda, tanto nos vocais quanto nas quatro cordas.
E quando começamos a separar as faixas, alguns destaques aparecem naturalmente.
Em “LIGHTNING IN A BOTTLE” e “THROUGH THE PHANTOM WALL”, a bateria chega com força e peso, ajudando a criar aquela sensação de urgência que combina perfeitamente com a proposta do álbum.
Já em “MONSTER’S BALL”, é a vez do baixo ganhar os holofotes. E quando IDA HAUKLAND encontra espaço para mostrar sua força nas quatro cordas, fica ainda mais evidente por que ela é uma peça tão importante dentro do TRIOSPHERE.
Mas, para mim, o grande destaque fica por conta de “CADENCE OF CHAOS”. Os elementos sinfônicos adicionam uma dimensão épica à composição e fazem dela, pelo menos nestas primeiras audições, a melhor faixa do álbum.
E talvez “OCEANS ABOVE, STARS BELOW” seja também uma boa lembrança de por que o HEAVY METAL continua sendo tão especial.
Diferentemente de gêneros musicais moldados para o consumo rápido, o METAL permite que um álbum seja descoberto aos poucos. Você escuta hoje, revisita amanhã, percebe um detalhe que havia passado despercebido e, meses ou até anos depois, ainda pode encontrar alguma coisa nova naquele mesmo disco.
Por isso, 12 anos depois, o TRIOSPHERE não voltou simplesmente com um novo álbum. Voltou com um trabalho que pede tempo, atenção e novas audições.
E depois dessas primeiras impressões, uma coisa já posso afirmar:
“OCEANS ABOVE, STARS BELOW” valeu cada um dos 12 anos de espera.
RECOMENDAMOS!
