SKULL: O ÁLBUM CERTO NO MOMENTO ERRADO — VOCÊ CONHECE NO BONES ABOUT IT?
SKULL com EYES OF A STRANGER, faixa que abre o primeiro álbum de estúdio da banda, chamado “NO BONES ABOUT IT”, lançado em 1991.
Agora vem a provocação: VOCÊ CONHECE O SKULL?
Se a resposta for “não”, talvez esteja na hora de corrigir essa injustiça histórica!
Formado inicialmente por BOB KULICK e pelo baterista CHUCK BURGI, que havia tocado com BOB no BALANCE, o projeto logo recrutou outro ex-colega de banda: o baixista DENNIS FELDMAN — que, no SKULL, adotou o nome DENNIS ST. JAMES e assumiu os vocais.
KJELL BENNER chegou a assumir o baixo, mas, após a rápida saída de BURGI, foi BOBBY ROCK — ex-baterista do VINNIE VINCENT INVASION e do NELSON — quem completou a formação responsável pelo lançamento do álbum de estreia em 1991.
E aí estava o grande problema: 1991!
O GRUNGE começava a dominar o cenário e a anunciar uma mudança radical nos rumos do ROCK. Para muitos artistas consagrados, o destino já parecia traçado. Para uma banda estreante, mesmo com talento, experiência e pedigree, a situação era ainda mais complicada.
E o SKULL acabou pagando caro por isso.
Musicalmente, a banda mostrava exatamente por que o KISS havia recorrido a BOB KULICK em momentos importantes de sua história. O guitarrista tinha experiência, peso e conhecimento suficiente para construir músicas que dialogavam diretamente com o grande HARD ROCK do final dos anos 80.
E o resultado de “NO BONES ABOUT IT” é justamente essa mistura deliciosa: um pouco de W.A.S.P. e, basicamente, uma avalanche de influências do final dos anos 80, passando por MÖTLEY CRÜE, RATT, QUIET RIOT e outros nomes fundamentais daquela geração.
O problema?
O SKULL ERA UMA BANDA DE 1986 TENTANDO SOBREVIVER EM 1991.
E não havia muito espaço para aquele tipo de som naquele momento.
O SKULL era apenas mais uma banda entre tantos artistas promovendo um ótimo disco que, infelizmente, já soava como algo pertencente ao passado.
Consequentemente, “NO BONES ABOUT IT” passou praticamente despercebido e, pouco tempo depois, o SKULL chegou ao fim.
Mas é justamente aí que entra a nossa recomendação!
Porque, olhando para “NO BONES ABOUT IT” hoje, sem a pressão daquele contexto histórico, fica muito mais fácil perceber que havia uma banda extremamente competente ali.
Faixas como “I LIKE MY MUSIC LOUD” — que pode até ser considerada uma versão pouco disfarçada de “I LOVE IT LOUD”, do KISS —, “BREAKING THE CHAINS” e “GUITAR COMMANDOS” mostram o potencial daquele quarteto.
E fica a pergunta:
SE “NO BONES ABOUT IT” TIVESSE SIDO LANÇADO CINCO ANOS ANTES, O DESTINO DO SKULL TERIA SIDO DIFERENTE?
Muito provavelmente!
Em 1986, 1987 ou até 1988, aquele álbum poderia ter encontrado um mercado muito mais receptivo. Em 1991, porém, o mundo do ROCK estava mudando rapidamente — e o SKULL acabou sendo atropelado pela história.
Além do mais, “NO BONES ABOUT IT” mostra exatamente por que BOB KULICK sempre foi respeitado como compositor, guitarrista e produtor.
O SKULL ERA UMA BANDA PODEROSA QUE CHEGOU TARDE DEMAIS.
E talvez seja justamente por isso que “NO BONES ABOUT IT” mereça uma segunda chance.
Então fica a provocação:
VOCÊ JÁ CONHECIA O SKULL?
Se a resposta for não, coloque “NO BONES ABOUT IT” para tocar e descubra uma daquelas bandas que ficaram pelo caminho não necessariamente por falta de talento, mas simplesmente porque chegaram ao mercado no momento errado.
RECOMENDAMOS!
