36 ANOS DE “PAINKILLER”: O ÁLBUM QUE COLOCOU O JUDAS PRIEST NO LIMITE DO HEAVY METAL!

JUDAS PRIEST com LEATHER REBEL, faixa que faz parte do décimo segundo e aclamado álbum de estúdio da banda, “PAINKILLER”, lançado em 03 de setembro de 1990 — ou seja, há 36 anos!

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E se existe uma palavra capaz de definir PAINKILLER, talvez seja “impacto”. O álbum foi produzido pelo saudoso e talentoso CHRIS TSANGARIDES, que já havia trabalhado com a banda em 1976, no clássico SAD WINGS OF DESTINY. Com isso, PAINKILLER tornou-se o primeiro álbum em dez anos no qual o JUDAS PRIEST não contou com o produtor TOM ALLOM, que havia trabalhado com a banda desde BRITISH STEEL, de 1980.

E o disco quase chegou aos fãs alguns meses antes. Apesar de ter sido finalizado em março de 1990, seu lançamento acabou adiado para 03 de setembro, em razão das questões judiciais que envolviam o JUDAS PRIEST.

A banda havia sido alvo de um processo civil no qual era alegado que suas músicas teriam sido responsáveis pelas tentativas de suicídio de dois jovens em Reno, Nevada, em 23 de dezembro de 1985. O processo acabou sendo encerrado em 24 de agosto de 1990, poucos dias antes do lançamento de PAINKILLER.

Superada essa turbulência, o álbum foi recebido de maneira extremamente positiva pela crítica e pelos fãs e acabou conquistando uma indicação na categoria de MELHOR PERFORMANCE DE METAL na 33ª Edição do GRAMMY AWARDS.

Naquela edição, entretanto, o prêmio ficou com o METALLICA, que levou o troféu pela segunda vez consecutiva, desta vez com o cover de STONE COLD CRAZY, do QUEEN.

E o reconhecimento comercial também veio. Em janeiro de 1991, PAINKILLER recebeu certificação de OURO. Em maio do mesmo ano, o álbum foi relançado, trazendo uma gravação AO VIVO de LEATHER REBEL e também a faixa inédita LIVING BAD DREAMS.

Falando em faixas, praticamente todo o álbum ganhou espaço nos shows da PAINKILLER WORLD TOUR, enquanto a faixa-título se transformou em um dos maiores clássicos da carreira do JUDAS PRIEST.

As exceções ficam por conta da instrumental BATTLE HYMN e de ONE SHOT AT GLORY, que ainda não foram tocadas AO VIVO pela banda.

Mas PAINKILLER também marcou uma mudança fundamental na formação do JUDAS PRIEST.

Este foi o primeiro álbum a apresentar o baterista SCOTT TRAVIS, que substituiu o então baterista de longa data DAVE HOLLAND, em 1989. Antes de assumir as baquetas do PRIEST, SCOTT TRAVIS tocava com a banda RACER-X e já era conhecido por sua poderosa pegada e pelo uso do pedal duplo.

E não foi apenas uma mudança de baterista: a chegada de SCOTT TRAVIS ajudou a empurrar o som do JUDAS PRIEST para um território ainda mais pesado, veloz e agressivo.

PAINKILLER também seria o último álbum de estúdio do JUDAS PRIEST com ROB HALFORD à frente dos vocais antes de sua saída da banda. O Metal God só retornaria em 2005, com o álbum ANGEL OF RETRIBUTION.

Trinta e seis anos depois, fica difícil imaginar o JUDAS PRIEST sem PAINKILLER. O álbum não apenas consolidou a força da banda, como também mostrou que, depois de mais de uma década de carreira, o PRIEST ainda era capaz de acelerar, endurecer e reinventar sua própria fórmula.

“PAINKILLER” não é simplesmente um álbum de HEAVY METAL. É uma descarga elétrica em forma de disco — e ainda hoje continua doendo! ⚡🔥🤘

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